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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Europa

Portugueses manifestam contra a política de austeridade.


Portugueses manifestam contra a política de austeridade.

Dia 15 de Setembro de 20012, ficou marcado pelo dia em que os portugueses saíram às ruas para demostrarem toda a sua insatisfação pela política de austeridade aplicada pelo governo.

A manifestação ocorreu em várias cidades do país, mas sempre de forma pacífica e organizada, uma belo exemplo em termos de protesto, que geralmente ou na maioria das vezes termina em tumulto ou baderna e acaba perdendo a razão do manifesto.

O protesto foi um dos maiores em termos de manifestação popular desde a "Revolução dos Cravos, em abril de 1974, que trouxe a democracia ao país". Toda a convocação para o movimento foi feito através das redes sociais, por pessoas indignadas com a situação atual em que vive o país e acabou recebendo apoio dos partidos de esquerda e sindicatos. 

O povo gritou e protestou contra o Executivo conservador do Primeiro Ministro Pedro Passos Coelho, que insiste em aplicar duras medidas de austeridade durante os seus 15 meses no poder, que tem como objetivo principal o cumprimento das exigências do FMI acordadas para o resgate financeiro. 

A verdade é que com esta política de austeridade que o governo tem adotado, nada tem resolvido para tirar o país da situação em que está, muito pelo contrário só está piorando, como exemplo temos o desemprego que atingiu a taxa de 15% e a recessão que atualmente é de 3,2%. 

Depois de na passada sexta feira (07 de Setembro) o governo anunciar a manutenção dos cortes nas reformas, a notícia também não era nada boa para os trabalhadores, com um aumento nas contribuições para a segurança social de 11% para 18% do seu salário mensal e com descidas nas contribuições para as entidades patronais de 23,75% para 18%, a mesma taxa que os trabalhadores irão contribuir, no que julga ele ser uma tentativa de fomentar o emprego. 

Os especialistas afirmam que cada trabalhador perderá em média cerca de um ordenado por ano, uma injustiça tremenda para toda classe trabalhadora e que com certeza não aumentará de forma nenhuma o emprego em Portugal. A questão é muito simples, basta saber que o governo não tem poderes para controlar a tesouraria de empresa nenhuma, o que vai gerar é uma classe trabalhadora mais frustrada, sem falar da queda no consumo que vai gerar e nas dificuldades financeiras que as famílias vão passar.

Basta de austeridade...o povo já não suporta mais.