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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Europa - Hoje senti na "pele", os esfeitos da crise em Portugal.

Hoje senti na "pele", os esfeitos da crise em Portugal.
Mais um dia de protestos em Portugal, um movimento que já virou uma constante luta do povo contra as políticas de austeridade aplicada pelo atual governo.

Hoje o principal tema da manifestação era mostrar a insatisfação do povo contra o Orçamento do Estado para 2013, que foi votado hoje.

Muitos milhares de pessoas saíram as ruas de lisboa hoje pela manhã e por volta das 11:30 se concentraram em frente a Assembléia da República, sede do parlamento português, onde no passado dia 14 de Novembro, dia marcado pela greve geral do país, aconteceram diversos confrontos entre a polícia e alguns manisfestantes que começaram por atirar pedras e sacos de tinta na polícia, logo depois que o sindicato organizador da manifestação deu por encerrado o movimento.

Todos os lados à volta da Assembléia da República foi vedado com grades pela polícia, que também dispôs de um grande número de agentes, quer juntos às grades ou mesmo nas escadarias do parlamento.

Durante a semana a polícia procurou alertar comerciantes e moradores daquelas imediações, que os confrontos poderiam acontecer novamente, mas felizmente parece que nenhuma violência aconteceu.

Se pelo lado do povo as greves e as manifestações começam a ser uma luta constante, pelo lado do governo também já é uma rotina não ouvir aos apelos do povo e assim aprovou o Orçamento do Estado para 2013, com os votos a favor da maioria dos partidos aliados ao governo, nomeadamente PSD/CDS-PP, à exceção do deputado centrista Rui Barreto, que votou contra.

Todos os partidos da oposição, PS, PCP, BE e "Os Verdes", votaram contra o Orçamento, naquele que julgam ser o Orçamento de Estado mais duro de todos os tempos da história do país, um documento que agrava ainda mais os impostos e prevê duros cortes nas pensões e salários.

O principal opositor do governo, o secretário-geral do PS, António José Seguro, exigiu ao primeiro-ministro, Passos Coelho, que reivindique para Portugal junto às instituições internacionais igualdade de tratamento, referindo à Grécia, que foi beneficiada com mais tempo e também menos juros para a liquidação da dívida, o que aliviará a carga suportada pelos contribuintes.

Em meio a toda essa confusão que se passava em Lisboa, e como as pessoas também não escolhem a hora para ficarem doentes principalmente as crianças, hoje pela manhã, levantei-me cedo e fui ao Centro de Saúde para conseguir uma consulta para minha filha, que está doente com problemas de asma. Até aí tudo bem, desde que ela nasceu ela tem esse problema e quando começa o inverno começa o tormento é o período do ano onde a doença se manifesta com maior frequência.

Quando cheguei ao Centro de Saúde, já haviam algumas pessoas lá, ficamos todos á espera do segurança para abrir a porta e dividir a senhas que dão direito as consultas, quando chegou a minha vez o segurança disse-me que tinha acabado as senhas, que eram apenas nove senhas por dia, eu era o décimo e por uma senha minha filha ficou sem consultar, incrédulo perguntei ao segurança se haviam mais consultas atarde ele disse-me que não, disse-me que não há médicos e que são apenas nove consultas por dia.

Essa é política do governo, cortar nos bens essenciais dos cidadãos, porque nas regalias e nos ordenados deles não reduzem um cêntimo, se reduzirem dão outro jeito de repô-lo. No ano passando eu fiquei sem metade do meu subsídio de natal, outras milhares de pessoas ficaram na mesma situação ou até mesmo pior, ficaram sem subsídio de Natal na totalidade e esse ano também não receberam o subsídio de férias e sabem lá se receberão o subsídio de Natal.

Esse governo está afundando Portugal na miséria!