Mais compartilhadas

terça-feira, 10 de julho de 2012

Brasileiros condenados à morte por tráfico.

Marco Archer

Os brasileiros Marco Archer Cardoso Moreira de 50 anos e Rodrigo Gularte de 39 anos, foram condenados à morte na Indonésia por tráfico de drogas.

Marco Archer Cardoso Moreira, que foi condenado à morte em 2004 por tráfico de cocaína, será morto por fuzilamento, a execução deverá acontecer no mês de julho.

De acordo com a publicação de um jornal local, os prisioneiros que serão executados no mês de julho, já fizeram o seu último pedido, o pedido do Marco Archer foi uma garrafa de uísque Chivas Label. É uma pessoa mesmo sem escrúpulos, até na hora da morte pede por luxo, imaginem-só uma garrafa de uísque importado, faço ideia da piedade que eles tem por outro ser humano que não seja do meio deles. 

Rodrigo Goularte

Outro brasileiro que também está preso por tráfico de drogas na Indonésia é o surfista Rodrigo Gularte, que foi preso em 2004 portando 6 kg de cocaína e condenado à morte no ano seguinte.

Rodrigo Gularte, que levava a droga em uma prancha de surf, perdeu todos os recursos possíveis na Justiça, o último recurso foi em 2011 e a sua única chance de evitar fuzilamento é a obtenção do perdão do presidente indonésio, algo quase impossível, uma vez que até o Ex-presidente Lula, já pediu ao presidente da Indonésia clemência em favor dos condenados, mas parece que resultou em nada porque a sentença ainda se mantêm. 


Rodrigo e Archer são os únicos brasileiros condenados à pena de morte no mundo, no que diz respeito ao tráfico de drogas, é uma pena, esse tipo de sentença deveria ser adotada para todos os crimes relacionados com o tráfico, seria bom que se adotasse essa modalidade de sentença também no Brasil, talvez assim quem sabe não conseguiríamos eliminar pelo menos metade dos traficantes existentes e assim apagar a má imagem que o Brasil transmite no que se diz respeito ao tráfico de drogas dentro e fora do país. 

No ano de 2005, Rodrigo e Archer concederam uma entrevista na prisão de Tangerang - Jacarta - Indonésia, durante toda a entrevista eles deram muitas gargalhadas relembrando as suas aventuras. Em nenhum momento os dois traficantes demonstraram alguma preocupação com a a possibilidade de morrerem fuzilados, ou então cumprirem uma pena de prisão perpétua na Ásia. 

O único arrependimento que os dois demonstraram durante toda entrevista, foi por terem embalado mal a droga e confessaram serem mesmos traficantes de drogas, demostrando a maior naturalidade como se fosse uma profissão normal.

Os dois traficantes brasileiros dividem a mesma cadeia e também confessaram que já foram usuários de drogas. O Rodrigo foi mais usuário do que traficante, começou cheirando solvente aos 13 anos. O Marco entrou no tráfico aos 17, entrou logo como traficante internacional, onde fazia parcerias com os traficantes colombianos. Ambos fizeram várias viagens bem-sucedidas para muitos países, até serem pegos no aeroporto da capital Jacarta, portão de entrada para se chegar à ilha de Bali. 

Os dois faziam parte de gangues diferentes. Na cadeia, formaram um laço instantâneo. Ficaram amigos ao ponto de dividir prato e colher, os bandidos fazem sempre amizade fácil, mas também desfazem-as, prova disso são as constantes "guerras" entre traficantes rivais pelo domínio dos bairros mais pobres onde é mais fácil estabelecerem os seus "negócios".

General Togar Sianipar
Mas o General durão Togar Sianipar, chefe da agência antidrogas da Indonésia, prometeu acabar com as drogas no país até 2015, combatendo também a corrupção do sistema judicial, seu plano é bem simples e eficaz, ou seja, fuzilar os traficantes que pisarem no país.


Esta tradição não parece assustar os brasileiros sentenciados ao fuzilamento. Nos momentos de maior delírio eles já se enxergam, Marco em Ipanema e Rodrigo nas praias de Florianópolis, contando aos amigos como se livraram da prisão, é muita ousadia.


“Aqui é como numa pousada, muito legal, só que jogaram a chave fora”, diz Rodrigo, satisfeito, mesmo sendo acostumado ao conforto de sua suíte com sauna, na casa da família, em Curitiba. Marco também não resmunga, mas sente saudades dos apartamentos na Holanda, EUA e Bali.

Enquanto os 1300 presos muçulmanos estão amontoados em 10 por jaula, cada um dos brasileiros tem sua cela. E elas estão equipadas com TV, ventilador, geladeira, forno elétrico, uma boa aparelhagem de som. No jardim privativo criam pássaros, podam bonsais, alimentam os peixes do laguinho e até cuidam de uma gata.

O serviço é excelente: presos pobres fazem a faxina, lavam as roupas deles, são garçons nas festas, cabeleireiros, pedicures. Os dois podem receber visitas sem formalidades, todos os dias. Rodrigo já foi visitado pela família, pela namorada e até amigos. 

Na cadeia, Marco passa horas olhando fotos amassadas que guarda numa imunda pasta preta. São recordações de suas viagens, de belas mulheres, de carrões e barcos: “Não posso me queixar da vida que levei”. Ele conta que serviu de mula no Hawai, Nova York e toda  Europa. “Fazia viagens rentáveis, ficava meses sem trabalhar.”

Agora as vidas estão por um fio e mesmo assim não demonstram nenhum tipo de arrependimento, até gozam com a situação, alguém acha que dois marginais como estes tem recuperação, eles estão á espera de serem soltos para voltarem novamente para à vida do tráfico, mas ao que tudo indica essa missão é quase impossível, para acabar não só com o tráfico de drogas, mas com a criminalidade em geral só mesmo com medidas drásticas como esta adotada na Indonésia, cortando o mal pela raiz, é triste mas tem que ser assim, não há outra hipótese.